09/05/2018
Raízen: Empresa investe em comercialização de energia elétrica

A Raízen vai entrar no segmento de comercialização, por meio de uma parceria com a empresa local WX Energy. O objetivo é se posicionar para o que a companhia vê como uma "tendência universal de eletrificação da matriz de energia global, com uma demanda cada vez maior por energia", disse, em entrevista, João Alberto Abreu, vice-presidente executivo de etanol, açúcar e bioenergia da Raízen. Com pouco mais de três anos de atuação, a WX Energy, comercializadora fundada por Daniel Sica e Luiz Henrique Macêdo, atingiu a marca de 4 mil GWh negociados em 2017, com faturamento de R$ 1,1bi no período. A Raízen vai passar a ter 70% na "nova" WX Energy, sendo que os atuais sócios da comercializadora ficarão com os 30% restantes. A tendência de expansão do mercado livre de energia também justifica a decisão pelo investimento. Hoje, o mercado livre representa cerca de 30% dos contratos de energia, sendo que os 70% restantes estão no mercado regulado, das distribuidoras.. Segundo Abreu, o grande segmento de atuação da nova comercializadora será nos negócios de compra e venda de energia. A Raízen não descarta, porém, investir em novos ativos de geração voltados para o mercado livre, e também avalia diversificar a atuação da comercializadora para se focar também na gestão de clientes. De acordo com Marcelo Couto, diretor de bioenergia e de fusões e aquisições na Raízen, a comercializadora pode aproveitar, por exemplo, a carteira clientes industriais da companhia, além dos mais de 6.500 postos de gasolina. No médio a longo prazo, a ideia é que as atividades de comercialização de energia representam metade do negócio do seu braço Raízen Energia. (Valor Econômico – 08.05.2018)



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