14/06/2018
Distribuição da Enel no Brasil tem altos e baixos

Com a missão de melhorar a qualidade do serviço da Eletropaulo, para a qual prevê investir US$ 900 mi nos próximos três anos, além do compromisso de fazer um aumento de capital de R$ 1,5 bilhão e dos R$ 5,55 bilhões pagos na aquisição do controle da distribuidora paulista, a Enel tem, ao longo de sua trajetória em distribuição no Brasil, experiências bem sucedidas e outras mais complexas. Ao mesmo tempo que o grupo italiano opera umas das concessionárias mais eficientes do país, a Enel Ceará (antiga Coelce), ele possui uma das empresas com os piores indicadores de desempenho global de continuidade do fornecimento de energia, medido pela Aneel: a Enel Distribuição Rio (antiga Ampla Energia). A Enel Ceará teve o quarto melhor IDGC entre as grandes distribuidoras em 2017, de 0,70. Já a Enel Rio obteve 1,44. As duas distribuidoras recém-adquiridas pelo grupo, Eletropaulo e Celg (atual Enel Distribuição Goiás, cujo controle foi conquistado em leilão no fim de 2016) tiveram em 2017 IDGC de 1,30 e 1,99, respectivamente. No caso da distribuidora goiana, a Enel aprovou investimento de € 560 milhões (o equivalente a R$ 2,6 bilhões) até 2020, para reduzir em 40% o tempo de interrupção no fornecimento de energia e em 3 pontos percentuais o índice de perdas, para 9% ao fim do período. Além disso, em 2017, a Enel Goiás investiu R$ 830 milhões. Com relação à Enel Rio, o grupo informou, em nota ao Valor, que foram investidos R$ 3 bilhões, entre 2015 e 2017, em modernização da rede e avanço da qualidade do serviço. Segundo a empresa, o DEC caiu 35% nesse período, passando para 18,3 horas. "No acumulado dos últimos 12 meses (até maio de 2018), o DEC seguiu reduzido e chegou a 16,3 horas", completou. A companhia acrescentou que há tendência de queda do IDGC da Enel Rio. "Nos cinco primeiros meses de 2018, o IDGC reduziu 10%, para 1,30, contra os 1,44 de dezembro de 2017 (30% de melhora quando comparado ao 1,87 em dezembro de 2015)", informou. A Enel também destacou o indicador de fornecimento de energia medido pela Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee), que cresceu de 41,2%, em 2015, para 69,2%, em 2018. O indicador de satisfação da qualidade percebida (ISQP), também da Abradee, passou de 57,7% para 70,4%, no mesmo período. (Valor Econômico – 12.06.2018)


 



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