MME cobra da estatal cumprimento do cronograma de empreendimentos de geração e transmissão
Sueli Montenegro, da Agência CanalEnergia, de Brasília, Negócios e Empresas
19/02/2015
A prioridade para a conclusão de grandes obras de geração e transmissão em andamento levará a Eletrobras a fazer ajustes no plano estratégico de negócios de 2015, para contemplar as diretrizes definidas pelo Ministério de Minas e Energia. O presidente da estatal, José da Costa Carvalho Neto, garante que o orçamento de investimento, em torno de R$ 14 bilhões, será mantido.
A intenção do governo é concluir as hidrelétricas de Jirau, Santo Antônio, Teles Pires e Belo Monte; além da usina nuclear Angra 3 e do linhão de transmissão que vai escoar a energia de Belo Monte para o Sudeste do País. “Jirau e Santo Antônio já têm muitas máquinas funcionando; Teles Pires entra em operação esse ano; Belo Monte inicia operação em maio de 2016; e Angra em 2018”, lembrou o executivo, ao sair de reunião com o ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, nesta quinta-feira, 19 de fevereiro.
A previsão para a linha de transmissão é 2017, mas uma parte do sistema já foi concluída. Falta a parte em corrente continua que vai permitir o transporte de toda a energia da usina em construção no rio Xingu. As adequações no plano devem ser apresentadas a Eduardo Braga em duas semanas.
“O ministro pediu especial atenção e prioridade para a gente colocar as obras em dia. E tem sempre a preocupação de ter o sistema cada vez mais robusto. A ideia é de que você caminhe para ter desligamento zero nas interrupções da rede básica acima de 100 MW. Ele deu orientação pra gente ir conseguindo isso aos poucos. Cada vez melhorar mais essa nossa operação do sistema”, disse Carvalho Neto.
Um pouco mais cedo, o próprio ministro havia informado em conversa com jornalistas que iria discutir com a Eletrobras e a Eletronorte uma série de ações para manter investimentos e solucionar os atrasos em obras de geração e de transmissão de energia. O MME tem cobrado o cumprimento dos cronogramas dos projetos da estatal, e Braga já discutiu com a Chesf na semana passada a entrega no prazo das instalações de conexão das eólicas que estão prontas, mas não conseguem gerar energia no Nordeste por problemas nas obras de transmissão.
“Todo dia está entrando energia nova no sistema”, afirmou o ministro antes da reunião. Em janeiro, foram agregados pouco mais de 500 MW em capacidade instalada de um total de 640 MW previstos, porque houve a antecipação, no final de dezembro, de uma unidade geradora que entraria no inicio do mês passado. Para fevereiro, informou Braga, estão previstos aproximadamente 550 MW.
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