A energia solar deverá ser, em breve, a mais barata forma de se produzir energia elétrica em várias regiões do mundo. E a tendência de queda nos preços da energia solar, que é forte nos últimos anos, deverá continuar, mesmo considerando-se cenários conservadores e que não incluem inovações tecnológicas revolucionárias Estas são duas das principais conclusões de um novo estudo sobre custos de energia solar do centro de pesquisas alemão Agora Energiewende, que trabalha com mudanças climáticas. O relatório "Current and Future Cost of Photovoltaics" estuda o custo da energia solar hoje e faz projeções para 2025 e 2050. Os cenários com as projeções de custo da energia solar foram desenvolvidos pela Fraunhofer ISE, o maior instituto de pesquisa em energia solar da Europa. O estudo considerou projetos de grandes usinas fotovoltaicas em diferentes países da Europa, América do Norte, África, Oriente Médio, além de Austrália, Índia, China e Brasil. Os pesquisadores levaram em conta o custo de desenvolvimento dos painéis estimando o preço de cada componente. Analisaram, também, as condições climáticas locais e o custo de capital. "Nos próximos 10 anos esperamos uma queda nos preços da energia solar produzida em grandes usinas de cerca de 30%, e de outros 30% até 2050, considerando os valores atuais", diz Daniel Fuerstenwerth, diretor do projeto. O estudo alerta, porém, que além das condições climáticas, marcos regulatórios e financeiros são fundamentais para reduzir o custo da energia solar no futuro. No Brasil, a pesada carga tributária tira a competitividade da fonte, diz Rodrigo Lopes Sauaia, diretor executivo da Absolar. Para ler o texto na íntegra, clique aqui. (Valor Econômico – 25.02.2015)
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