Notícias do setor
03/03/2015
MCP: terceiro empréstimo a distribuidoras será de R$ 3,15 bilhões, revela Eduardo Braga

Valor deverá ser liberado em conjunto com a extensão do prazo para o empréstimo da Conta-ACR, ainda este mês

Mauricio Godoi, da Agência CanalEnergia, de São Paulo, Regulação e Política
02/03/2015

O valor do terceiro empréstimo às distribuidoras será de cerca de R$ 3,15 bilhões. Esse número foi revelado na noite desta segunda-feira, 2 de março, pelo ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, em entrevista exclusiva à Agência CanalEnergia, antes de participar do programa Roda Viva, da TV Cultura. O acordo para a equalização financeira dessa dívida do Mercado de Curto Prazo referentes a novembro e dezembro do ano passado deverá ser encerrado ainda em março, junto às negociações sobre o alongamento do empréstimo da conta-ACR.

Braga explicou que o valor, R$ 650 milhões acima do estimado inicialmente, deve-se ao fato de àquela época a contabilização de dezembro não estava fechada. Quando ocorreu a apuração desses valores, a liquidação subiu a R$ 3,1 bilhões que, atualizados à taxa selic, foi elevada ao novo montante.

“Hoje teve uma reunião importante entre os bancos que financiaram o ACR, só o de Brasília que não compareceu”, disse Braga. “Creio que vamos conseguir algo que dissemos há muito tempo: que com o realismo tarifário melhoraremos a qualidade dos recebíveis das empresas de distribuição e que isso permitiria a renegociação da dívida”, acrescentou o ministro. Além dos bancos, participaram da reunião, o Operador Nacional do Sistema Elétrico, a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica, a Agência Nacional de Energia Elétrica e o Ministério da Fazenda. A previsão, segundo ele, é que esses dois acordos - novo empréstimo às distribuidoras e alongamento da dívida da Conta-ACR - sejam finalizados em conjunto ainda neste mês.

Braga não precisou qual deverá ser a nova taxa para o empréstimo da conta-ACR. Afirmou, contudo, que sua expectativa é de redução em decorrência dessa melhoria na qualidade dos recebíveis das empresas pelo realismo tarifário que o atual governo vem adotando. Sobre as empresas que já passaram pelo processo de reajuste tarifário neste ano, a perspectiva, revelou o minitro, é de que o impacto seja de redução de 7% na tarifa ao consumidor no ano que vem.

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