Notícias do setor
04/03/2015
Empréstimo para setor elétrico pode sair em março

O governo espera resolver em março a negociação para que o setor bancário libere um novo financiamento para as distribuidoras de energia elétrica cobrirem suas dívidas com operações no mercado de curto prazo realizadas em novembro e dezembro do ano passado, disse ontem o ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga. Ele afirmou que o valor dessa dívida, inicialmente estimado em R$ 2,60 bilhões, passou para cerca de R$ 3,15 bilhões. A diferença, segundo ele, deve-se à incorporação de juros (taxa Selic) à dívida e ao fechamento definitivo das contas. Segundo Braga, houve na segunda-feira uma grande reunião em São Paulo com12 dos bancos que já participaram, no ano passado, de outras duas operações de empréstimos às distribuidoras, que haviam totalizado R$ 17,8 bilhões.

 

"Ontem houve um avanço grande em São Paulo. Acho que durante o mês de março se encerra essa questão", disse Braga, após reunião coma presidenta Dilma Rousseff. De acordo com o ministro, na conversa com os bancos tratou-se tanto do novo empréstimo como da proposta do governo de renegociar as condições dos financiamentos já assinados. O governo quer aumentar o prazo para o pagamento dos empréstimos, de modo a aliviar o impacto do repasse às tarifas dos consumidores. Sobre a situação do abastecimento de energia, Braga disse que houve uma melhora nas condições, mas "o cenário ainda recomenda prudência e cautela", considerando o nível dos reservatórios de hidrelétricas. Uma nova reunião com a presidente ocorrerá no dia 27 de março, mais perto do fim do chamado período úmido, para uma nova avaliação.

 

Leilões de petróleo devem ocorrer no segundo semestre

O governo definirá, ao longo de março, as áreas de petróleo que integrarão o estudo para a 13ª rodada de leilão. De acordo com Eduardo Braga, a previsão é que esses leilões sejam feitos no segundo semestre deste ano. O assunto foi pauta de uma das reuniões do ministro, ontem, no Planalto. "Estamos acompanhando as informações sobre essa rodada de leilão, para prospecção de petróleo em terra firme, a ser extraído da área do pós-sal. A rodada já foi aprovada pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) e, ao longo de março, serão definidas as áreas incluídas no estudo.

 

A previsão é que o leilão ocorra no segundo semestre", disse o ministro. Segundo ele, ao contrário do ocorrido no pré-sal, nesta rodada a Petrobras não terá obrigação de participar dos certames. Braga ressaltou que os leilões serão importantes para manter a indústria mobilizada e mostrar o potencial do país no setor. "A Petrobras pode participar, mas o leilão não será voltado para atender a ela", acrescentou o ministro, negando que os desinvestimentos anunciados pela empresa tenham relação com o momento de crise da estatal. "A Petrobras colocou como desinvestimento o que já estava sendo planejado para ser desinvestimento". No encontro com Dilma, foi feita uma avaliação da conjuntura do setor elétrico, cenário que, de acordo com o ministro, teve melhora. (ABr e Reuters)

 

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