Notícias do setor
04/03/2015
Abastecimento de energia depende das chuvas de abril

O governo federal ainda dependerá das "águas de abril" para afastar completamente o risco de desabastecimento de energia no país. As primeiras estimativas do NOS indicam que os reservatórios do SE/CO vão encerrar o mês de março com 27,1% de sua capacidade máxima, quase seis pp abaixo do mínimo para garantir, sem sobressaltos, a travessia do período de estiagem. Na virada do ano, o próprio ONS havia apontado a necessidade de o estoque chegar a pelo menos 33% no fim de abril. De acordo com o diretor-geral do órgão, Hermes Chipp, esse índice permitiria chegar ao início de novembro com um estoque acima de 10%. Reservadamente, uma fonte do governo diz que a "meta" de 33% citada no início do ano precisa ser relativizada. A indústria deve sofrer o baque do ajuste fiscal e registrar uma nova contração da demanda por energia. No ano passado, o consumo industrial encolheu cerca de 3%. Para essa fonte, um armazenamento em torno de 30% no SE/CO seria suficiente para aguentar uma estiagem rigorosa até o fim deste ano. Em 2014, no fim de abril, os reservatórios chegaram a 38,8% de sua capacidade. Hoje estão com 20,8%. Nesta semana, o custo de operação está em R$ 1.606,42 por MWh. Na prática, isso significa que seria mais recomendado tomar medidas de restrição ao consumo do que continuar produzindo energia por um preço tão elevado. De acordo com Alexandre Nascimento, meteorologista da Climatempo, a tendência é que a maior parte das chuvas fique concentrada na região Sul durante o mês de março. Nascimento considera "pontual" e uma espécie de "sorte" a recuperação do sistema Cantareira. Tudo indica, segundo o meteorologista, que a região deve entrar em um período de redução gradual das chuvas em torno do dia 10 de março. (Valor Econômico – 03.03.2015) 

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