Nos últimos dez anos, o programa brasileiro de etiquetagem do Inmetro gerou economia de no mínimo R$ 2,9 bilhões nas contas de energia. O cálculo é do próprio instituto, que comemora, em 2015, 30 anos do programa. Por meio de uma etiqueta colada aos produtos, o Inmetro avalia, com conceitos de A (mais econômico) até E, o consumo de energia de aparelhos como ar¬condicionado, refrigeradores, TVs, máquinas de lavar, fogões, chuveiros, ventiladores de mesa e carros populares. Um consumidor que tenha todos esses produtos e que também tenha adotado lâmpadas mais econômicas pode economizar em torno de R$ 2.300 ao ano só com a escolha de produtos mais bem classificados, calcula o instituto. Ao todo são 29 programas de etiquetagem em diferentes níveis que, além de eletrodomésticos avaliam produtos como veículos, lâmpadas e até edifícios. O instituto deverá, em breve, segundo o diretor de avaliação de conformidade, Alfredo Carlos Orphão Lobo, iniciar a etiquetagem de geradores eólicos e descargas hidráulicas. O programa de etiquetagem surgiu na década de 80, no auge da segunda grande crise do petróleo, quando o mundo discutia soluções para conservar energia, tema ainda atual. Além do melhor uso da energia, Lobo reforça que a etiqueta dá informação qualificada ao consumidor, que antes só se baseava na propaganda para escolher o produto. Segundo pesquisa do instituto, a etiqueta é reconhecida por 91% do consumidores. E 79,9% deles afirmam compreender seu significado. Além disso, 68,3% dão preferência a produtos com selo do Inmetro e que custem até 10% mais. O programa fez com que a indústria investisse muito em desenvolvimento tecnológico, diz Lobo. Hoje os refrigeradores estão quase todos no topo, o que leva a uma redefinição dos parâmetros das notas de tempos em tempos. (Valor Econômico – 05.03.2015)
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