A definição da nova equação financeira do projeto da usina nuclear de Angra 3 não deve ser resolvida facilmente. Desde 2010, quando o projeto foi lançado oficialmente, o orçamento já cresceu quase 50%. O investimento inicial estimado em pouco mais de R$ 10 bilhões já está em R$ 14,8 bilhões. Em setembro de 2014, a Eletronuclear informou que o projeto estava avaliado em R$ 13,9 bilhões. A adição de quase 40% até então decorria da correção monetária baseada numa cesta de índices aplicáveis a bens e serviços nacionais e do impacto da variação cambial (R$ 2,3 bilhões) e da elevação de custos de bens e serviços importados (R$ 1,6 bilhão). O impacto da inflação e o efeito do dólar mais valorizado sobre o real continuaram a encarecer o projeto, cujo orçamento ao final do ano passado já havia chegado a quase R$ 15 bilhões. Ao mesmo tempo, a situação financeira da Eletrobras se deteriorou. Além de captar R$ 6,1 bilhões junto ao BNDES e R$ 3,8 bilhões da Caixa para Angra 3, a estatal também deveria colocar recursos próprios no projeto. A usina de Angra 3 tem capacidade instalada de 1.405 megawatts (MW), volume suficiente para gerar mais de 12 milhões de MWh por ano. A energia da terceira usina nuclear de Angra é suficiente para abastecer as cidades de Brasília e Belo Horizonte. (O Estado de São Paulo – 11.03.2015)
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