As luzes que antes iluminavam toda a casa agora ficam apagadas, os aparelhos eletrônicos são desligados da tomada, o banho no chuveiro elétrico é gelado e o ar-condicionado deixou de ser usado. Diante do aumento médio de 34,95% que começou a valer a partir de domingo para as residências atendidas pela Ampla, muitos consumidores já mudaram alguns hábitos para não serem pegos de surpresa com a conta de luz no final do mês. O reajuste para as tarifas foi autorizado pela Aneel na última terça-feira. Embora a distribuidora tenha solicitado um aumento de 56%, o índice médio fechou em 42,19% (considerando o que é cobrado também de estabelecimentos comerciais e indústrias). Pelas redes sociais, muitos consumidores consideraram o reajuste abusivo, principalmente por problemas no fornecimento de energia. A agência reguladora avaliou a qualidade do serviço prestado por todas as empresas do setor entre janeiro e dezembro. De acordo com o estudo, o número de reclamações sobre o serviço da Ampla saltou de 8.239 em 2013 para 15.342 em 2014 — um aumento de 86%. Em relação à interrupção de fornecimento, a quantidade mais que triplicou. Passou de 1.989 para 8.612 ocorrências. Segundo o diretor de Regulação da Ampla, José Alves, apenas 0,47% do reajuste ficará com a concessionária, pois a maior parte do valor arrecadado será repassada para as empresas de geração de energia e para a CDE. O diretor acredita que os clientes saberão reduzir o consumo para adaptar o aumento das tarifas no próprio orçamento: “Temos medidas de combate à inadimplência e ao furto de energia, mas não estamos trabalhando com nada excepcional. Pode até haver, num primeiro momento, uma inadimplência um pouco maior, mas confiamos no consumidor. Ele vai saber ajustar seu consumo à sua capacidade de pagamento”. (O Globo – 17.03.2015)
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