Notícias do setor
24/03/2015
PSR: tarifas podem aumentar mais 13% em caso de racionamento

As tarifas de energia podem acumular um aumento de 73% até o final de 2015, caso seja decretado um racionamento de energia com redução de 10% da demanda entre maio e dezembro, segundo a PSR. Nos cálculos da consultoria estão sendo considerados aumentos em torno de 20% em 2014 mais os aumentos já realizados em 2015 na revisão extraordinária de tarifas, em torno de 40%, e os efeitos do reajuste, que em caso de racionamento, aumentariam a conta em 13%. "A tarifa passaria de R$ 465/MWh em média para R$ 525/MWh", afirmou a diretora da PSR, Priscila Lino. Ela calculou ainda qual seria o impacto de uma redução de 10% da demanda na implementação de uma racionalização e na decretação de um racionamento nos custos do Encargo do Serviço do Sistema, nos componentes de custos de tarifas e nas perdas financeiras das distribuidoras. "Há uma diferença quando a redução é voluntária de quando a redução vem por racionamento" explicou Priscila. No caso do ESS, os custos aumentariam de R$ 11,3 bilhões para R$ 13,1 bilhões em ambos os casos. Já no impacto dos custos das distribuidoras, que no cenário de referência é de R$ 32,7 bilhões, sendo R$ 7,9 bilhões referentes a compra e venda de energia, o valor cai para R$ 26,5 bilhões em caso de racionalização, sendo R$ 1,7 bilhão de compra e venda de energia. Com o racionamento, o valor sobe para R$ 36,8 bilhões, com R$ 12 bilhões referentes a compra e venda de energia. "O aumento acontece no valor da compra e venda de energia na CCEE. Na racionalização há uma compensação porque é possível vender a energia no mercado de curto prazo, trazendo ganhos para a distribuidora. No racionamento não tem venda no MCP e se intensifica o efeito do GSF e das cotas de Itaipu", explicou Priscila. O impacto na receita das distribuidoras também é diferente. No caso da racionalização de energia, a redução no recolhimento chegaria a R$ 5,4 bilhões até dezembro desse ano, de acordo com a PSR. Já no racionamento, a redução alcançaria R$ 9 bilhões. (Agência CanalEnergia – 20.03.2015) 

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