De acordo com ONS, reservatórios do SE/CO devem chegar a 35,2% em abril
Pedro Aurélio Teixeira, da Agência CanalEnergia, do Rio de Janeiro, Operação e Manutenção
27/03/2015
O Operador Nacional do Sistema Elétrico trabalha com a possibilidade de poder importar em torno de 1.000 MW da Argentina. Na última quinta-feira, 26 de março, o Ministério de Minas e Energia publicou portaria aprovando a importação de energia da Argentina e do Uruguai. De acordo com Hermes Chipp, a intenção é usar o máximo de carga que estiver disponível, já que essa carga poderá variar de acordo com a demanda do país vizinho. "É uma energia interruptível, não é um contrato firme", explica Chipp, que participou de seminário na Federação das Indústrias do Rio de Janeiro, nesta sexta-feira, 27 de março.
Ainda de acordo com Chipp, a operação já poderia estar sendo feita, uma vez que a decisão depende da hidrologia, que é baixa. O diretor do ONS ressaltou que essa operação não se trata de um swap, o Brasil não terá que devolver a energia, apenas vai comprá-la.
Chipp disse ainda que os reservatórios do submercado Sudeste/Centro-Oeste devem terminar o mês de abril com volume de 32% a 35,2%. O valor máximo vem com uma previsão de vazão de 95% da média do mês de abril. Com esses índices, o racionamento de energia estaria descartado. O ONS trabalha com uma hidrologia baixa no período seco, de 65%, de modo que os reservatórios fiquem acima de 10% ao fim do ano.
No Nordeste, os níveis devem chegar em abril com 26,5% de volume armazenado. O executivo lembrou que o operador está trabalhando com a Agência Nacional de Águas e o Ibama para reduzir a defluência mínima na região. "Era 1300 m³/s, passou para 1.100 m³/s, agora 1.000 m³/s. A Chesf já está testando e estamos pedindo mil em todo o período de carga”, avisa. Caso a hidrologia não reverta, o pedido será para reduzir para 900 m³/s.
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