Segundo Armando Casado, os aportes da estatal chegarão a R$ 11 bilhões no ano, representando 80% do orçamento de R$ 14 bilhões
Mauricio Godoi, da Agência CanalEnergia, de São Paulo, Investimentos e Finanças
06/04/2015
Os recursos para os investimentos da Eletrobras neste ano já estão equacionados. A perspectiva é de que a companhia estatal realize R$ 11 bilhões em aportes entre empreendimentos já contratados e outros que serão disputados em leilões de energia no ano. Esse valor, se confirmado, representará 80% de realização do total de R$ 14,4 bilhões estimados pela empresa.
“Temos R$ 15 bilhões em indenizações sem contar com Furnas. Ainda continuamos com investimentos de R$ 14 bilhões, mas como realizamos 80% dá cerca de R$ 11 bilhões em investimentos efetivamente a realizar, muitos desses empreendimentos já fazem parte da carteira que está em andamento e parte está reservada a novos leilões”, disse o diretor Financeiro e de Relações com Investidores, Armando Casado a jornalistas antes de reunião com analistas e investidores realizada pela Apimec-SP.
De acordo com o executivo, a fonte de dinheiro para os aportes são a primeira tranche das indenizações reconhecidas pela renovação das concessões de geração e transmissão, que soma R$ 3,057 bilhões a ser recebida em julho e outubro deste ano. Outros R$ 2,2 bilhões já foram contratados pela empresa e há mais R$ 2,9 bilhões próximos de fechar o contrato de captação. Há ainda os R$ 2,5 bilhões em caixa.
Contudo, a empresa ainda não definiu se participará dos leilões previstos para esse mês, o Leilão de Fontes Alternativas e o Leilão de Energia Nova A-5, marcados para os dias 27 e 30 de abril, respectivamente. Segundo o diretor Financeiro e de Relações com Investidores da empresa, Armando Casado, a participação da companhia ainda está em análise.
Segundo ele, o foco da Eletrobras está nos certames do segundo semestre tanto em solar quanto em eólica. Enquanto as oportunidades desse mês ainda não possuem uma definição na empresa. No segmento de transmissão, disse Casado, a mudança do wacc regulatório no segmento para até 7,8% tem sido importante para a correção das distorções criadas nos últimos anos. Com essa alteração, a Aneel traz condições mais realistas ao mercado e melhor condição de analisar os investimentos.
Mas, o diretor da estatal isse que a participação da empresa na disputa pelo segundo bipolo de Belo Monte ainda não foi definida, pois ainda passa pelo processo de chamada pública feita pelas subsidiárias da estatal. Mas a tendência, disse ele, é de que a empresa participe prioritariamente com 49% de participação em sociedades de propósito específico como tem ocorrido nos últimos certames, não somente em transmissão mas em geração também. No empreendimento conhecido como primeiro bipolo de Belo Monte, a empresa entrou em sociedade com a State Grid sendo 49% da estatal brasileira e 51% da chinesa.
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