Uma fonte da Aneel confirmou que a agência tem, em curso, uma reavaliação sobre o percentual de receitas irrecuperáveis que pode ser incorporado às contas de luz. A fonte destacou, porém, que as distribuidoras podem adotar ações para evitar aumento de inadimplência e lembrou que, nos últimos dois anos, por esses mesmos critérios, as empresas também teriam sido beneficiadas com redução das tarifas e, em consequência, da inadimplência. Em audiências públicas promovidas pelo órgão regulador no início do ano, as distribuidoras manifestaram, formalmente, sua preocupação. A EDP, por exemplo, que atua em distribuição em São Paulo e no Espírito Santo, indicou que “a tendência é que haja um aumento do custo da inadimplência em termos nominais — pelo simples fato de que agora um consumidor inadimplente deve uma tarifa muito maior do que antes — e em termos percentuais, pois o peso da energia elétrica ficará mais relevante para esses consumidores, ocasionando maior dificuldade no pagamento da conta”. Já a mineira Cemig, que terá novo reajuste na próxima semana, sugere ao regulador “uma sistemática ou recurso adicional para as distribuidoras suportarem o esperado aumento de inadimplência no setor elétrico”. (O Globo – 04.04.2015)
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