Desde meados do ano passado, na esteira da elevação dos custos da energia elétrica no país, a Suzano Papel e Celulose debruçou-se sobre suas fábricas com o objetivo de mapear, ao mesmo tempo, oportunidades de redução de consumo e de ampliação da cogeração de energia. Os primeiros resultados do programa de eficiência energética já foram capturados em 2014 e, neste ano, podem ser ainda maiores, diante da implementação de medidas que resultarão em um excedente de cerca de 20 MW para venda a terceiros. Em uma conta rápida, considerando-se o PLD em R$ 380 por MWh a Aneel estabeleceu o teto em R$ 388,04 por MWh e o excedente previsto, a Suzano poderia obter receitas de R$ 5,5 milhões por mês (mais de R$ 65 milhões por ano) com a venda de energia em 2015, sem considerar tarifas ou a taxa de transmissão. A Suzano não divulga o valor dos investimentos nos projetos de eficiência energética nem fornece projeções da receita potencial com a venda de energia renovável ou da economia gerada pelas medidas que foram implementadas em praticamente todas as suas unidades fabris. Mas reconhece que o retorno dos projetos é "relativamente rápido’’. (Valor Econômico – 07.04.2015)
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