Com o presidente do conselho de administração do grupo Gerdau, Jorge Gerdau, como uma das figuras mais proeminentes, um total de 26 entidades representantes de indústrias e seis centrais sindicais e sindicatos de trabalhadores lançaram ontem o movimento "coalizão indústria-trabalho para competitividade e desenvolvimento", para reivindicar mudanças que viabilizem a recuperação do setor manufatureiro. Gerdau declarou-se emocionado no lançamento da coalização. "Estou convicto de que vamos ganhar essa disputa e essa guerra. Nós somos praticamente 4,5 milhões de trabalhadores representados pelas centrais sindicais. Nunca tivemos uma coalizão assim reunidos pela boa causa. Se desta vez não conseguirmos, não conseguiremos mais, pela mobilização e pela dimensão da representação", declarou. "Mais de 50% do faturamento da indústria de transformação estão representados e vamos conseguir mais adesões quando nos aproximarmos do nosso objetivo. É preciso sensibilizar o executivo federal, estadual, municipal, o Congresso, a Câmara dos Deputados e as assembleias legislativas." Para Gerdau, é preciso fazer com que a indústria de transformação retorne à produção que já teve. "Quando comecei, a indústria tinha mais de 30% do PIB, caiu para 24%, para 13%, para 12% e continua caindo. É inaceitável. Precisamos de igualdade competitiva com os nossos concorrentes neste mundo globalizado, seja para a importação ou exportação. Precisamos focar em três pontos: impostos, juros e valor do dólar." (Valor Econômico – 07.04.2015)
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