Para transformadores, serão consideradas perdas de equipamentos menos eficientes nos próximos quatro anos
Sueli Montenegro, da Agência CanalEnergia, de Brasília, Regulação e Política
09/04/2015
A Agência Nacional de Energia Elétrica vai usar como referência no cálculo das perdas técnicas das distribuidoras o menor valor entre os percentuais já calculados nos processos tarifários de cada empresa. Essas perdas são definidas sobre a energia injetada no sistema.O critério aprovado pela Aneel é parte dos aprimoramentos do cálculo de perdas na distribuição, que será feito pelo método do fluxo de potência.
O regulamento da Aneel também determina que nos próximos quatro anos as perdas dos transformadores sejam referentes ao nível de eficiência “E”, o mesmo adotado no terceiro ciclo de revisão tarifária das distribuidoras. Após esse período, a referência será o nível “D”. Pela grau de eficiência definido na norma técnica NBR 5440/2014, as duas classificações são aplicadas a transformadores com maior percentual de perdas, em uma escala que vai de A (mais eficiente) a E (menos eficiente).
A adoção da metodologia de fluxo de potência foi sugerida pela próprias distribuidoras, na consulta pública realizada pela Aneel no ano passado, e incluída pela agência na primeira fase da audiência pública que discutiu o tema em seguida. A segunda etapa da audiência pública, que tratou dos procedimentos para aplicação da metodologia, foi aprovada na última terça-feira, 7 de abril.
Na reunião semanal, a diretoria do órgão rejeitou o argumento de representantes das distribuidoras de que as empresas não estão preparadas para atender os pedidos de informações. A agência não acatou a proposta para que as distribuidoras informassem as perdas à Aneel, assim como a sugestão para que se usasse a metodologia do terceiro ciclo de revisão.
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