Parte da solução para amenizar o impacto do realismo tarifário e aliviar a pressão sobre o equilíbrio entre oferta e demanda de energia no país está dentro das próprias residências. Estudo realizado pela PUC-Rio indicou que os aparelhos eletrônicos no modo "stand-by" desperdiçam cerca de 1,6 TWh por ano, o equivalente a R$ 530 milhões, ou o total de energia gasto pela população do MS, com 2,6 milhões de habitantes. Foram apurados dados de 13 aparelhos em 12 mil domicílios da área de concessão da Ampla. O trabalho indicou um desperdício de 82,6 GWh por ano ou R$ 27 milhões. Extrapolando os dados para todo o país, chega-se a um desperdício de mais de R$ 500 milhões. De acordo com o especialista, dos 82,6 GWh/ano de perdas detectadas pelo estudo, mais de 25% são oriundos dos receptores de sinal das empresas de TV a cabo. De acordo com as normas técnicas, aparelhos de stand-by deveriam ter no máximo 1 W de potência. Alguns equipamentos analisados têm potência oito vezes superior. Outro problema é que as concessionárias de TV a cabo recomendam que os clientes não desliguem os aparelhos na tomada, para não interromper a conexão. Depois dos receptores de sinal de TV a cabo, os equipamentos que mais consomem energia em stand-by, de acordo com o estudo, são televisão (22,5%), aparelho de som (20,1%) e DVD (18%). (Valor Econômico – 13.04.2015)
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