A CNI revisou negativamente as principais projeções para 2015 devido "a uma deterioração do quadro econômico um pouco mais intensa do que se percebia no fim do ano passado", disse o gerente-executivo de Política Econômica da entidade patronal, Flavio Castelo Branco. O "Informe Conjuntural" divulgado ontem atualizou a estimativa do PIB em 2015 de um avanço de 1%, previsto no fim de 2014, para uma retração de 1,2%. Além disso, o PIB industrial deverá cair 3,4%, ante projeção anterior de alta de 1%. "Também há riscos não econômicos que precisam ser considerados, como os problemas na Petrobras que tem um vasto programa de investimento e o que isso implica para seus fornecedores" , avaliou Castelo Branco. Segundo ele, os problemas vividos pela estatal "terminam tendo impacto na formação global de investimento do país". Assim, a formação bruta de capital fixo retrocederá 6,2% em 2015, ante projeção anterior de estagnação em 2015. "Somando essa queda a do ano passado, ela é superior a 10% para o investimento. Isso compromete inclusive ritmo de crescimento futuro", analisou o economista da CNI. Por outro lado, ele destacou positivamente o ajuste das contas públicas promovido pelo ministro da Fazenda, Joaquim Levy. "Creio que o ajuste fiscal terá sucesso, com reversão da trajetória fiscal que tínhamos até 2014, com geração novamente de superávit de uma magnitude mais expressiva" , disse ele. A estimativa da CNI é que a meta de R$ 66,3 bi será cumprida, o que equivalerá a 1,13% do PIB. Assim, o resultado nominal deverá ser negativo em 4,97% do PIB. (Valor Econômico – 15.04.2015)
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