Publicado ontem (18:37)
Em meio à estratégia do governo de reduzir o papel dos bancos públicos e do movimento de retirada de recursos da caderneta de poupança, a Caixa Econômica Federal anunciou mudanças nas regras de financiamentos de imóveis usados. A partir de 4 de maio, o banco federal vai reduzir seus empréstimos para aquisição de casa e apartamentos usados. A medida tornará mais difícil a conquista da casa própria.
Nas operações com recursos da poupança, a Caixa vai financiar apenas 50% do valor dos imóveis, que não podem ultrapassar os R$ 750 mil. A regra anterior previa crédito de 80%. Nas operações envolvendo casas e apartamentos com preço acima de R$ 750 mil, feitas no âmbito do Sistema Financeiro Imobiliário (SFI), o banco vai emprestar no máximo 40% do valor total, ante 70% na regra anterior.
“O foco do banco este ano será o financiamento de imóveis novos, com destaque para a habitação popular - operações do Minha Casa Minha Vida e recursos do FGTS”, informou a Caixa por meio de nota à imprensa.
A instituição pública não informou qual será o impacto dessas reduções no orçamento desses empréstimos imobiliários. Também não explicou os motivos que a levaram a fazer tais alterações.
Na nova estratégia de política econômica do governo, a redução dos bancos públicos é um capítulo importante. A ideia é que as instituições federais tirem o pé do acelerador de modo a exigir menos aportes de recursos do Tesouro Nacional e abrir espaço para o setor privado participar mais do financiamento da economia.
Nesse sentido, o governo também já anunciou uma redução nos empréstimos do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), que podem cair mais de 10% em termos reais na comparação com 2014.
Além do objetivo de reduzir o tamanho dos bancos públicos, a forte retirada de recursos da caderneta de poupança também pesa na decisão da Caixa. De janeiro a março deste ano, os saques superaram os depósitos em mais de R$ 20 bilhões. A forte saída dos investidores da poupança é explicada pelo fato de a aplicação estar sistematicamente perdendo para a inflação, que subiu muito neste início de 2015.
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