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05/05/2015
Brasil precisa de ajuste fiscal mesmo com baixo crescimento, diz FMI

O Brasil precisa de um ajuste fiscal equivalente a 2,5 a 3 pontos percentuais do PIB para colocar a relação entre a dívida e o PIB numa trajetória firme de queda, diz um estudo do Fundo Monetário Internacional FMI. Segundo o relatório, a erosão das contas públicas no Brasil chegou a um ponto que deve fazer com que o governo tenha que apertar a política fiscal ao longo dos próximos anos, mesmo num cenário de baixo crescimento. Divulgado nesta quinta¬feira, o documento também vê espaço para ganhos expressivos com a redução de ineficiência dos gastos públicos. O estudo analisa a evolução das contas públicas desde a crise financeira global em seis países da América Latina (Brasil, Chile, Colômbia, México, Peru e Uruguai), que respondem por mais de 70% do PIB da região. Em 2009, o amplo estímulo fiscal adotado por essas economias amorteceu o impacto da crise, mas o aumento dos gastos não foi revertido quando o crescimento foi retomado. Para enfrentar um cenário de preços mais baixos de commodities e eventuais ao crescimento, esses países precisam melhorar a situação das contas públicas e a fortalecer as instituições fiscais, recomendam os economistas do Fundo. Segundo o estudo, parte do ajuste necessário já está em curso. No caso do Brasil, o governo anunciou uma meta de superávit primário de 1,2% do PIB para 2015 e de pelo menos 2% do PIB para 2016 e 2017. “Essa estratégia, junto com o fim da política de empréstimos do Tesouro para os bancos públicos, deve estabilizar e depois reduzir a relação entre a dívida bruta e o PIB”, diz o relatório. O estudo também destaca a importância do aumento da eficiência dos gastos públicos, vendo aí espaço para ganhos significativos. Isso pode permitir aos governos melhorar a qualidade de bens e serviços públicos e ajudar a conter o crescimento das despesas. A redução de ineficiências nos gastos com educação, saúde, assistência social e investimento público podem contribuir para a poupança de até 3,5 pontos do PIB no Brasil, estimam os economistas. (Valor Econômico – 04.05.2015)

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