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05/05/2015
“Yes, we can” é o mote da nova política externa brasileira

05/05/2015

No governo, há uma fortíssima expectativa em torno da visita oficial de Dilma Rousseff aos Estados Unidos no dia 30 de junho. O assunto tem sido tratado com extremo sigilo nos gabinetes de Brasília. Chegou, inclusive, a ser um dos temas do encontro entre Dilma e o ex-presidente Lula no último dia 26, em Brasília.
Centenas de técnicos das mais diversas áreas destacados pelos dois governos estão debruçados na elaboração das medidas que serão discutidas e dos acordos que Dilma e Barack Obama vão assinar.
Do lado brasileiro, o objetivo é transformar o encontro com o presidente norte- americano num ato político de primeiríssima grandeza. O evento deverá marcar uma guinada na política externa do Brasil, que passaria a dar prioridade às relações bilaterais com os Estados Unidos, na mão contrária da agenda diplomática nacional nos últimos 12 anos.
O Brasil detém hoje um volume de importações dos Estados Unidos que lhe permite uma boa dose de poder de barganha e suporta diversas concessões por parte dos norte-americanos. A rigor, ressalte-se, as negociações se darão no campo comercial.
Mas o governo Dilma entende que o retorno dos Estados Unidos a uma posição de protagonismo no mapa das relações comerciais
brasileiras abre caminho para outras contrapartidas, como, por exemplo, o financiamento das agências multilaterais a projetos de infraestrutura.
Ou seja: Dilma vai buscar dinheiro de fora para cobrir a estiagem na poupança interna e tocar as obras no país. Essa efeméride
Brasil-Estados Unidos é um dos poucos trunfos políticos que a presidente tem no atual cenário: trazer da América o pão nosso de
cada dia para alimentar a economia nacional.
A reaproximação com os Estados Unidos terá sérias consequências políticas e diplomáticas. Uma delas, já notada pelos especialistas, é
a mudança de posicionamento relação ao Mercosul. Nos bastidores do governo, o bloco econômico já é visto muito mais como um trambolho diplomático e comercial do que como uma solução.
Aliás, é por essas e outras que Marco Aurélio Garcia simplesmente sequer é visto nas rodas de poder do Palácio do Planalto (Relatório Reservado, 5/5/15)

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