A venda das distribuidoras, deficitárias e endividadas, faz parte do plano estratégico formulado pela Eletrobras para o período 2015-2030, que já foi aprovado pelo conselho de administração, mas ainda não foi detalhado. O MME também precisa aprovar o plano. O BNDES será acionado pela Eletrobras para fazer uma avaliação final dos ativos e do valor de mercado das empresas. Depende disso, essencialmente, a definição da fatia acionária que será vendida em cada uma ou em todas as distribuidoras. É certo, porém, que a estatal vai se desfazer do controle e colocará pelo menos 51% em oferta para o mercado. O fatiamento da venda, no entanto, dificulta as possibilidades de crescimento de grupos que vinham incorporando gradualmente distribuidoras às suas carteiras. É o caso da Energisa, que comprou oito companhias do Grupo Rede, quando elas saíram de um longo e inédito processo de intervenção pela Aneel. Ou da CPFL Energia, que hoje administra oito empresas no segmento, em São Paulo e no Rio Grande do Sul. Para a Eletrobras, segundo fontes, o maior interesse não é arrecadar dinheiro, mas se ver livre do passivo que essas distribuidoras representam e das obrigações de pesados investimentos nos próximos anos para recuperar os índices de qualidade. Formalmente, a estatal não quis fazer nenhum comentário. (Valor Econômico – 07.05.2015)
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