Dona de uma carteira de projetos com potencial para gerar 2 mil MW, a construtora Passarelli define até o fim do ano seu futuro no setor elétrico. A construtora estuda tanto negociar com parceiros estratégicos como vender 100% dos projetos, que estão prontos e pertencem a PEC, empresa criada em sociedade com a Engeform e Construbase. São 1,7 mil MW de geração eólica e 300 MW em PCHs. Na conta da construtora, seriam necessários cerca de R$ 10 bi para tirar todos as usinas do papel. Mesmo conseguindo financiar 70% no mercado, como normalmente ocorre nesse tipo de projeto, seriam necessários outros R$ 3 bi em capital próprio, valor ainda alto para o caixa dos sócios. Ela já está erguendo dois parques eólicos em uma mesma área em Garanhus (PE). O projeto Serra da Vaca tem uma primeira fase de 98 MW, com investimento de R$ 500 mi. Essa energia foi vendida em um leilão A¬3 com entrega prevista para dezembro deste ano. O segundo tem 48 MW de capacidade vendido em leilão A¬5 e com entrega para o fim de 2017. Esse segundo parque prevê investimento de R$ 250 mi. Hugo Scott, presidente da Passarelli, conta que a Chesf comprou 49% do projeto e se tornou um sócio estratégico. "Temos ainda um terceiro parque que poderá ser construído na mesma área, com capacidade para 30 MW." As usinas do Serra da Vaca tem 70% de financiamento do BNDES. Os projetos eólicos já têm os terrenos garantidos e estão espalhados em Pernambuco, Bahia e Minas Gerais. Os investimentos em energia fazem parte da estratégia da companhia de diversificação e redução da dependência da construção. Há oito anos, 95% da receita tinha origem nas obras públicas. O plano da Passarelli é chegar a 2020 com faturamento de R$ 2 bi, sendo apenas metade no segmento. Os outros negócios devem gerar a outra metade. (Valor Econômico – 12.05.2015)
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