O BTG revisou o preço¬alvo para as ações da Eletropaulo, subindo de R$ 12 para R$ 18, e manteve a recomendação de compra para os papéis. A alta no preço esperado em 12 meses reflete, segundo o banco, a definição de uma Parcela B (custos operacionais e investimentos na rede da empresa) acima do esperado no processo de revisão tarifária da companhia. A Parcela B proposta para 2019 pela Aneel ficou R$ 300 mi acima do modelo prévio do BTG. "São R$ 300 mI de Ebitda, para uma companhia que vale 'apenas' R$ 2,1 bi", ressalta a equipe do analista Antonio Junqueira. Com isso, o banco está elevando sua expectativa de Ebitda de longo prazo da distribuidora em R$ 150 mi. O BTG estima Ebitda de R$ 555 mi para a Eletropaulo em 2015 (alta de 16,6% sobre 2014), e de R$ 922 mi e R$ 1,22 bi para 2016 e 2017, respectivamente. Os analistas alertam, porém, que os números regulatórios apresentados na semana passada ainda podem mudar, uma vez que a Base de Ativos Regulatórios (RAB) usada nos cálculos ainda é aquela apresentada pela companhia. No longo prazo, em dois a quatro anos, o BTG avalia que a Eletropaulo parece ter grande valor estratégico para potenciais concessões vizinhas que decidam por consolidar o mercado. "A quantidade de sinergias e crescimento na RAB que pode ser alcançada por um agente com um balanço mais saudável é considerável", destacam os analistas. Assim, se algo estratégico acontecer, dizem, parte da valorização pode ser retida pelos atuais acionistas. (Valor Econômico – 12.05.2015)
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