Notícias do setor
14/05/2015
Proposta da Aneel pode estabelecer um “hedge” obrigatório para contrato de geradoras

Ao analisar a questão do risco hidrológico, o diretor-geral da Aneel, Romeu Rufino, afirmou ser necessário separar duas situações diferentes: SPEs que têm apenas uma hidrelétrica funcionando, como a Santo Antônio Energia e grupos vários projetos em funcionamento, como as estatais Cemig e Copel. No último caso, elas podem dividir o risco hidrológico entre vários projetos. Se uma usina gera menos energia do que o previsto, por causa do esvaziamento de seu reservatório, outra usina (em outra região do país) pode estar produzindo mais. "O problema não incide da mesma forma sobre todos os agentes", ressaltou. Rufino evitou entrar em detalhes sobre a proposta em formatação, mas sinalizou que uma das ideias é estabelecer um "hedge" obrigatório para os contratos das geradoras com o mercado regulado (distribuidoras). Hoje, as hidrelétricas podem vender até 100% de suas garantias físicas em contratos de longo prazo. Quem optou por essa estratégia, no passado, tem problemas agora para entregar essa energia - como reflexo da queda no nível das represas, que impedem as turbinas de funcionar com potência total. O diretor lembrou que muitas geradoras, por iniciativa própria, mantêm um "hedge" em torno de 5% de suas garantias físicas. Por exemplo: se a usina tem 100 MW médios de energia assegurada, ela só negocia 95 MW e deixa uma proteção de 5 MW. Pode--se pensar, disse Rufino, em transformar essa prática em exigência universal e até mesmo definir um percentual obrigatório maior. (Valor Econômico – 13.05.2015) 

 

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