Na mesma semana em que o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, se esforçou para transmitir em Londres os planos do governo para atrair investidores, dados do BNDES e o adiamento do programa de concessões para junho pela presidente Dilma Rousseff mostram que a reação da economia pela via do investimento tem um caminho ainda sinuoso pela frente. O balanço do banco de fomento apontou queda de 24% nos desembolsos e de 47% no valor de consultas, consideradas o primeiro passo para a realização do investimento. O resultado reflete a redução do tamanho do banco e o arrefecimento da economia. Mas a estimativa é que a curva de desembolsos acompanhe a trajetória das consultas, caindo ainda mais nos próximos meses. Ao mesmo tempo, o governo teve outra derrota no Congresso com a aprovação da MP 664 que, embora não cause impacto imediato nas contas públicas, tende a fazer um estrago mais expressivo no longo prazo. A aprovação da fórmula 85/95 foi uma afronta clara ao governo, definida após o ministro da Previdência, Carlos Gabas, criticar as alterações feitas pelos parlamentares nas MPs do ajuste fiscal e dizer que não discutiria o fator previdenciário. Já os números do varejo apontaram os efeitos da retração da economia no orçamento das famílias. Diante do pior trimestre para o varejo desde 2003, os economistas estimam que a queda da atividade pode ter sido até mais intensa do que o previsto no primeiro trimestre. (Valor Econômico – 18.05.2015)
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