Notícias do setor
01/06/2015
Agentes defendem revisitação do modelo do MRE

Para o presidente da Abrage, Flavio Neiva, o setor da geração ainda precisa passar pelo modelo de formação de preços, que em sua opinião deve ser reexaminado e superar as suas limitações. Além disso, há também a necessidade de que se tenha usinas com reservatórios e com a já defendida motorização de espaços existentes nas UHEs já em operação que, segundo a entidade, poderiam acrescentar 5 GW em capacidade instalada. Essa visão dos investidores do setor de geração, lembrou Altino Ventura Filho, secretário de Planejamento e Desenvolvimento Energético do MME, deverá ser o caminho para essa expansão do setor. “O setor privado terá que se acostumar a comparecer com mais equity nos empreendimentos”, afirmou. E exemplificou essa importância ao destacar que o segmento de autoprodução responde por 15% da expansão do setor. Mas, há ainda outras fontes que na avaliação do presidente da Thymos Energia, João Carlos Mello, podem ser aproveitadas. Ele lembrou que a geração próxima aos centros de carga é importante, ao passo que há cada vez mais dificuldade em viabilizar novos projetos de maior porte. Esse mercado que é limitado a 10% da demanda das distribuidoras é de 4 GW médios. E por estar próximo ao consumidor não é possível que seu preço, limitado pelo VR, seja o mesmo que a energia de uma UHE como Belo Monte que está a mais de 2 mil km de distância de grandes centros de consumo, como São Paulo e Rio de Janeiro. Ao largo dessas mudanças da matriz elétrica nacional os agentes defenderam também a revisitação do modelo do MRE que, segundo as regras atuais, não reflete somente o risco hidrológico, como era no passado. Apesar das críticas, o secretário do MME contemporizou e disse que apesar dos problemas, o modelo é relativamente novo e teve seus méritos, mesmo sendo aplicado em um momento difícil do setor, com o pós racionamento de 2001. Para ele, a resposta dos investidores foi positiva. E ainda, que é necessário olhar que o atual momento é resultado de uma conjuntura climática extrema e que é um ponto fora da curva em toda a história do país. (Agência CanalEnergia – 28.05.2015) 

 

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