Notícias do setor
03/06/2015
Preço dobra, e TCU contesta leilão de linha de transmissão de Belo Monte

Por causa de um aumento de mais de 100% no preço, o leilão para a construção de nova linha de transmissão para a Usina de Belo Monte terá de passar por revisão de regras, a pedido do TCU. A obra servirá para reforçar a interligação da produção e consumo de energia entre o Norte e o SE do país. Segundo relatório do TCU deste ano, a construção das linhas de transmissão e subestações tem em média 28 meses de atraso, considerando os dados após o início da assinatura do contrato. Belo Monte deverá iniciar a produção de energia no próximo ano e ficará em construção até 2019. A previsão é que, a partir de 2018, a usina tenha mais de metade das suas turbinas principais já em funcionamento o que, em tese, demandaria o uso da segunda linha prevista. A decisão do tribunal determina que sejam corrigidas as falhas identificadas nos critérios que definem a remuneração anual do investidor. Se isso não ocorrer, o TCU pode suspender a concorrência. O leilão da primeira linha ainda terminou com um deságio de 38%, e o valor ficou em R$ 434,6 mil ao ano. A Aneel defende que o calendário seja mantido e avalia se deve realizar as alterações. A concessão da segunda linha de transmissão para Belo Monte, com 2.518 km, terá duração de 30 anos. Na última semana, a usina conseguiu barrar judicialmente uma obrigação de pagamento pelo atraso de 444 dias na obra. Procurada pela reportagem, a Aneel informou que não haverá atraso no leilão nem na entrega da linha e que a licitação deve ocorrer no início de julho. A reguladora disse ainda que está analisando os argumentos do TCU e que não há determinação para novo envio de documentos. (Folha de S. Paulo – 02.06.2015) 

 

 

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