O modelo em discussão hoje pelo governo brasileiro para a construção de novas usinas nucleares, que prevê a parceria com empresas privadas e estrangeiras, está em linha com os planos da fabricante russa de equipamentos e fornecedora de combustível nuclear Rosatom para o país. Com US$ 101 bi em encomendas até 2025, a empresa planeja abrir este ano um escritório, no centro do RJ, para cuidar dos negócios na América Latina. O principal modelo em estudo pelo MME prevê a parceria da Eletronuclear com outras empresas para a construção de novas usinas, no qual a estatal brasileira assumiria participação minoritária na sociedade, porém com a responsabilidade da operação das usinas. Dessa forma, seria possível atrair investidores privados e estrangeiros sem a necessidade de alterar a Constituição brasileira, que determina que a operação da usina nuclear pertença à União. Komarov contou que a Rosatom pode participar inclusive com o financiamento das usinas. A companhia, que firmou, em julho de 2014, um acordo de cooperação técnica com a Camargo Correa, para estudar oportunidades de negócios na América Latina, pode formar novas parcerias no Brasil. O presidente global da Rosatom, Sergey Kiriyenko, acrescentou que o negócio de energia nuclear é de longo prazo, e sofre pouca influência de situações conjunturais político-econômicas. Ele lembrou que a relação entre empresas e governos para um projeto de energia nuclear pode durar 100 anos, algo "incomparável com o ciclo de situação política". (Valor Econômico – 03.06.2015)
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