Notícias do setor
12/06/2015
Câmbio ajuda indústria a manter preço mais baixo que importado

A desvalorização do real e a redução dos custos tributários no primeiro trimestre deste ano ajudaram a indústria brasileira a recuperar margem e, pela primeira vez desde 2009, manter preços inferiores ao dos bens importados. Ao contrário daquele ano, contudo, a recuperação da competitividade da indústria já dura mais do que dois trimestres, segundo dados da pesquisa de custos industriais da CNI, que considera o ano de 2006 como base 100. A pesquisa mostra que entre meados de 2013 e o fim de 2014, os bens nacionais e importados andaram juntos e depois, na virada de 2014 para 2015, os importados ficaram mais caros. De acordo com a pesquisa, desde 2006 a indústria não vivia um trimestre tão favorável na combinação de margem de lucro e competitividade em relação aos importados. Na comparação com o mesmo período do ano passado, os custos industriais subiram 3%, puxados pela alta da energia elétrica e dos salários, mas ajudados pela queda do peso dos tributos. A indústria, porém, conseguiu repassar todo esse aumento de custos e mais um pouco, o que lhe permitiu recuperar margem de lucro. O setor aumentou os preços em 4%, em média, na comparação com o primeiro trimestre de 2014, enquanto os manufaturados importados aumentaram 13,2% em reais, o que os tornou mais caros que os produtos domésticos. O gerente de pesquisa e competitividade da CNI, Renato da Fonseca, observa que o ano de 2006 é a base da pesquisa, mas não necessariamente o melhor ano para o setor. Feita essa ressalva, diz que a recuperação da competitividade da indústria frente aos importados começou em meados de 2013, influenciada pela desvalorização do real. Depois de alguns trimestres de maior equilíbrio entre os preços domésticos e de bens importados, os itens produzidos no Brasil ficaram mais competitivos e isso aconteceu com recuperação de preço e margem no mercado local. (Valor Econômico – 11.06.2015) 

 

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