Os empreendedores estão tendo dificuldades para viabilizar projetos para o leilão de térmicas de partida rápida a gás natural, com previsão de entrega para janeiro de 2016, disse ontem o secretárioexecutivo do Ministério de Minas e Energia (MME), Luiz Eduardo Barata, durante evento em São Paulo. O certame, marcado para o dia 13 de julho, visa atender a demanda no horário de ponta, de forma a evitar os chamados "apaguinhos" em momentos de pico de consumo no verão. "A EPE [Empresa de Pesquisa Energética] relata que os empreendedores têm enfrentado dificuldades de toda ordem por conta do prazo apertado", apontou o secretário. Especialistas dos setor já mostravam algum ceticismo em relação a esses projetos, por conta das dificuldades de conseguir suprimento de gás natural, em meio à oferta concentrada pela Petrobras, e de conseguir equipamentos para colocar o projeto de pé em menos de seis meses. Diante da possibilidade de frustração do leilão, o ministério já trabalha com outras alternativas para garantir o abastecimento de ponta, como o reforço da importação de energia do Uruguai e da Argentina, disse Barata. Além disso, o ministério ainda conta com a possibilidade de comprar energia produzida por geradores independentes. A Portaria 44, lançada no começo do ano pelo MME, prevê a realização de chamadas públicas para que comércios, prédios e indústrias que contam com geradores próprios a diesel ou óleo combustível possam vender energia diretamente às distribuidoras. "A chamada pública deve acontecer tão logo haja a regulamentação da Aneel", afirmou Barata. Segundo ele, é possível que o prazo do suprimento, inicialmente estimado até dezembro pela portaria, possa ser prorrogado a depender da demanda e da situação dos reservatórios das hidrelétricas para o verão. O secretário reforçou que a possibilidade de racionamento está descartada para este ano e a prioridade agora é reduzir o custo da eletricidade. "As térmicas garantiram o abastecimento, mas a um custo bastante elevado. Agora precisamos baratear [a energia]", afirmou. De acordo com ele, o barateamento se dará por meio da contratação de energia nos leilões, com substituição da atual matriz térmica baseada em óleo diesel, muito mais caro e poluente, por gás natural e carvão. (Valor Econômico – 16.06.2015)
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