O TCU destacou que os custos da usina de Belo Monte aumentaram de R$ 19 bi para R$ 33 bi, com predomínio de capital público e 70% dos financiamentos com origem no BNDES. Para o órgão, esse aumento dos custos pode estar relacionado à "falta de controle das estatais quanto ao processo decisório e às condições favoráveis de financiamento oferecidas pelo BNDES". "Em face da possibilidade de haver incremento proposital dos investimentos, pelos sócios não públicos, para obtenção de vantagens indevidas dos aportes das estatais e do crédito benéfico do banco de desenvolvimento, concordo com a unidade técnica que se mostra adequada a realização de fiscalizações específicas a respeito da questão", diz o procurador do Ministério Público junto ao TCU, Sergio Ricardo Costa Caribé. Belo Monte está com 65% de suas obras concluídas. A usina terá 11.233 MW de potência. O TCU chegou a avaliar a possibilidade de investigar também as usinas de Santo Antônio e Teles Pires, cujas concessionárias também são integradas por empresas da Eletrobras. Porém, devido ao estágio avançado das obras dos empreendimentos, o órgão chegou à conclusão de que não haveria risco sistêmico para o setor elétrico. (O Estado de São Paulo – 24.06.2015)
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