Notícias do setor
26/06/2015
Venda de ativos de geração termelétrica da Petrobras ainda não decolou

A Petrobras tem encontrado dificuldades para negociar a venda de seus ativos de geração termelétrica a gás natural no mercado, no âmbito do plano de desinvestimentos da companhia. Um dos principais obstáculos é que a proposta da estatal envolve a venda de participação minoritária, de até 49%, nos projetos. "A Petrobras quer continuar majoritária nos empreendimentos. E o investidor não tem interesse em adquirir um ativo para não ser o controlador, porque ele acredita que pode fazer uma gestão melhor do que a da Petrobras, senão ele não entraria no negócio", afirmou o representante de uma das empresas que tiveram acesso à proposta da Petrobras para a venda de projetos termelétricos. As térmicas da Petrobras estão inseridas na área de negócios de Gás e Energia da estatal, da qual a companhia espera levantar a maior parte (40%) dos recursos com o plano de desinvestimentos, de cerca de US$ 13,7 bi para o biênio 2015/2016. A estatal tem mais de 20 usinas, com capacidade instalada superior a 7GW. Com relação às distribuidoras de gás natural em que a Petrobras tem participação, a presidente da Gaspetro, braço de logística e distribuição de gás da estatal, Angélica Laureano, admitiu ontem que estão previstas operações de venda de ativos envolvendo a subsidiária. Ela, porém, assegurou que a estatal permanecerá com atuação no mercado de distribuição de gás natural. No mercado, comenta-se que a proposta da Petrobras é vender uma participação de 49% na Gaspetro. Nesse caso, a estatal continuaria controladora da empresa. Segundo uma fonte ligada ao comando da estatal, até o momento não há informações de proposta de venda de ativos da Petrobras na pauta da próxima reunião do conselho de administração da empresa, marcada para amanhã. No encontro, está previsto para ser discutido o aguardado Plano de Negócios 2015¬/2019, porém o documento pode não ser aprovado no mesmo dia. O diretor de Gás e Energia da estatal, Hugo Repsold Junior, sinalizou ontem que o plano deve ser analisado pelo conselho na reunião. Ele defendeu ainda a operação contínua de térmicas para viabilizar economicamente as usinas a GNL. (Valor Econômico – 25.06.2015) 

 

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