Os indicadores ruins relativos ao segundo trimestre e a manutenção da confiança em nível deprimido afastaram a possibilidade de recuperação da atividade econômica a partir do segundo semestre deste ano. A avaliação é do Ibre¬FGV, que trabalha com recuo do PIB também no período de julho a setembro. A economia só deve voltar a crescer nos últimos três meses de 2015, e ainda assim em ritmo bastante modesto. Na edição de junho do Boletim Macro, a equipe de conjuntura do Ibre reviu sua estimativa para a variação do PIB neste ano, de retração de 1,5% para queda de 1,8%. Silvia Matos, coordenadora técnica do boletim, explica que não só o segundo trimestre mostrou deterioração mais forte que o esperado, como as expectativas para os próximos seis meses também foram rebaixadas. O instituto calcula que o PIB encolheu 1,6% de abril a junho ante os três meses anteriores, feitos os ajustes sazonais, contração que deve ser seguida de queda de 0,1% no terceiro trimestre. "Já esperávamos um segundo trimestre mais fraco, mas também há uma decepção com os indicadores referentes ao segundo semestre", afirma Silvia, mencionando a estagnação da confiança de consumidores e empresários, que não confirmou o cenário de retomada previsto para o meio do ano, e o aperto monetário mais expressivo promovido pelo Banco Central. O ICE do Ibre ¬ que agrega, por pesos econômicos, os indicadores da indústria, dos serviços, do comércio e da construção ¬ diminuiu 1,7% entre abril e maio, depois de ter subido 1,4% na comparação anterior. Já o ICC caiu 0,6% no mês passado, eliminando parte da alta de 3,3% registrada no em abril. Para a entidade, os dois movimentos confirmam o diagnóstico de que a confiança se estabilizou no segundo trimestre, após recuar com força de janeiro a março. (Valor Econômico – 25.06.2015)
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