O CMN confirmou em 4,5% a meta de inflação para 2017, mas reduziu a margem de tolerância de 2 pontos percentuais para 1,5 ponto percentual para mais ou menos. Mantida nesse mesmo patamar desde 2003, a meta não é atingida desde 2009. A banda de tolerância estava estagnada em dois pontos percentuais desde 2004. Para o próximo ano, o conselho manteve a meta de 4,5% com a banda de dois pontos para cima ou para baixo. Outra importante decisão do CMN foi a elevação de 6% para 6.5% da TJLP que vai vigorar durante o terceiro trimestre do ano. O governo já indicou que a TJLP estará em 7% no último trimestre do ano. A mudança no intervalo de tolerância do regime de metas para a inflação, usado para acomodar choques de oferta. Ao diminuir essa margem ¬ o teto para a inflação passa a ser de 6% e não mais 6,5% ¬ o governo pretendeu reiterar o compromisso com a obtenção da meta central em 4,5%. Avalia¬-se, na área econômica, que essa iniciativa pode ajudar a acelerar o processo de convergência das expectativas de inflação para a meta já em 2016, conforme compromisso do BC. Para 2015, a projeção do BC para o IPCA, que baliza o regime de metas, é de 9%. Se confirmada, a inflação estoura o teto permitido de 6,5% e o presidente do BC, Alexandre Tombini, terá de escrever uma carta ao ministro da Fazenda, Joaquim Levy, explicando as razões do descumprimento e estabelecendo as medidas que serão seguidas para colocar a inflação na meta. Segundo as projeções do relatório do BC, divulgado esta semana, a inflação já aponta para 4,8% em 2016, ainda acima da meta e ligeiramente abaixo dos 4,9% que a edição de março do relatório indicava. Conforme dito e reforçado na quarta-¬feira pelo diretor de Política Econômica, Luiz Awazu Pereira, o BC não está satisfeito. O objetivo é levar as expectativas de mercado e a inflação de 2016 para a meta de 4,5%. Por isso, a política monetária permanecerá "vigilante". Ou seja, o ciclo de aperto monetário será mais prolongado e uma futura queda da taxa Selic permanece indefinida no tempo. No mercado, as apostas são de alta de 0,5 ponto percentual em julho e as expectativas de redução da taxa básica migraram para o fim do segundo trimestre do próximo ano. (Valor Econômico – 26.06.2015)
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