Parada por falta de gás argentino, a termelétrica de Uruguaiana tem destino incerto. Governo federal e AES, dona da unidade, transferem um para o outro a decisão sobre o futuro da usina. Fontes ligadas à empresa afirmam que a companhia tenta estabelecer contrato mais vantajoso com o MME, que resiste para não repassar o custo aos consumidores. "A usina é um empreendimento privado. Perguntas sobre sua gestão devem ser encaminhadas aos seus controladores", informou o MME em nota. "A articulação para disponibilização do gás é feita em ambiente federal, entre os governos do Brasil e da Argentina, e a AES Brasil aguarda definição", afirmou a companhia, também por comunicado. A realocação da térmica não é descartada – foi proposta por Maurício Tolmasquim, presidente da EPE. Mas especialistas no setor têm dificuldade em dimensionar o custo que seria desmontar uma termelétrica do porte da AES Uruguaiana porque nenhuma operação semelhante foi feita no Brasil até hoje. Inaugurada em 2000, a usina de Uruguaiana tem potência instalada de 640 MW. (Zero Hora – 06.07.2015)
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