O lucro líquido do FGTS apresentou um aumento de quase 40% de 2013 para 2014 ao totalizar R$ 12,9 bi. O resultado expressivo pode ser utilizado pela Câmara dos Deputados para aprovar projeto de lei que equipara a remuneração dos depósitos das contas do fundo ao que é pago na caderneta de poupança. Atualmente, os depósitos do FGTS rendem 3% mais TR ao ano e o rendimento da caderneta de poupança corresponde ao dobro disso (6% mais TR ao ano). Os técnicos do governo federal são contra essa mudança, porque aumenta o custo do empréstimo para a população de menor renda e inviabiliza o futuro do FGTS. O ministro do Trabalho e Emprego, Manoel Dias, solicitou ao Conselho Curador do FGTS, durante reunião realizada ontem, um estudo sobre o impacto dessa proposta, que deverá ser colocada na pauta de votação no mês que vem pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB¬RJ). Para tentar melhorar a rentabilidade, o conselho curador discute um modelo para permitir que o trabalhador invista 30% do que tem em conta em novo fundo vinculado ao FI¬FGTS. O forte aumento da lucratividade do FGTS no ano passado se deve à reversão de provisões e à utilização de menos recurso do que o previsto com subsídios do Minha Casa, Minha Vida. A previsão era de desembolso de R$ 8,9 bi, mas foram gastos R$ 7,9 bi. O FGTS encerrou 2014 com ativo de R$ 410,4 bi e patrimônio líquido de R$ 77,5 bi. No ano passado, foram contratados R$ 56 bi, sendo que R$ 43,1 bi em habitação, R$ 6,7 bi para saneamento básico e R$ 6,2 bi em infraestrutura. (Valor Econômico – 15.07.2015)
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