Notícias do setor
17/07/2015
Queda dos preços no ambiente de contratação é outro fator que contribui na migração para o mercado livre

Além da explosão tarifária das distribuidoras, outro fator que tem contribuído para a migração para o mercado livre é a queda dos preços nesse ambiente de contratação, fruto de uma desaceleração da atividade econômica do país. Segundo Marcio Sant'Anna, diretor da comercializadora Ecom Energia, a procura pelas comercializadoras ocorre há seis meses, mas até então ainda não havia diferença de preços que incentivassem a migração. "Nos últimos 15 dias, os preços do mercado livre recuaram bem abaixo do patamar do cativo, mesmo considerando a bandeira tarifária verde [quando não há aumento tarifário pela operação de térmicas]", explicou o executivo. De acordo com dados da consultoria Thymos Energia, um contrato para início de fornecimento de energia em 2016, que era comercializado em fevereiro a R$ 330 por megawatt-hora (MWh), hoje sai por R$ 230/MWh. "A queda do preço se deve à redução da carga de energia e não a uma melhora da hidrologia", disse João Carlos Mello, presidente da Thymos Energia. "Preço reflete risco. E, em fevereiro, o risco de racionamento era muito alto" disse Pedro Machado, sócio-diretor da GV Energy & Associados. De acordo com levantamento feito pela consultoria, o preço da energia para 2016 caiu de R$ 323/MWh, em fevereiro, para R$ 237/MWh, na sexta-feira. Nesta semana, considerando o reflexo da queda de 27% do preço da energia no mercado spot, o contrato para 2016 pode ser encontrado a R$ 209/MWh, segundo Machado. "Qualquer chuva que cair mais forte, vai derrubar esse preço", completou ele. (Valor Econômico – 16.07.2015) 

 

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