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17/07/2015
Arrecadação foi 'inflada' em R$ 747 bi, aponta TCU

Com base em previsões excessivamente otimistas para uma série de indicadores macroeconômicos, o governo vem fazendo projeções superestimadas de arrecadação. Somente nos orçamentos aprovados entre 2011 e 2013, a expectativa ficou R$ 747 bi acima do que, de fato, se materializou. O diagnóstico faz parte de uma auditoria recém-aprovada pelo TCU. O órgão de controle detectou que 23 fontes de recursos do governo apresentaram erro superior a R$ 1 bi nas estimativas somente em 2013. Para o tribunal, mais do que uma frustração inesperada de receitas, o erro pode ser atribuído ao uso de indicadores "inadequados" para a elaboração dos projetos de lei orçamentária. O TCU apontou "discrepâncias significativas" em quatro parâmetros: crescimento do Produto Interno Bruto, taxa de câmbio, taxa de juros medida pela Selic e inflação medida pelo IPCA. A falta de pontaria nas previsões resultou em frustração de R$ 265 bi em 2011, de R$ 201,2 bi em 2012 e de R$ 281,3 bi em 2013. Enquanto o governo manteve previsões demasiadamente otimistas para todos os indicadores mencionados, as pesquisas divulgadas no boletim Focus do BC, que condensam dezenas de projeções do mercado financeiro, estavam bem mais alinhadas com a realidade. "Existem evidências de que o mercado foi o agente que menos errou as previsões dos indicadores macroeconômicos utilizados nos projetos orçamentários do governo", constataram os auditores do tribunal de contas. (Valor Econômico – 16.07.2015)

 

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