Terminou novamente sem acordo a reunião do governo com as entidades que representam as geradoras de energia elétrica. As tratativas têm por objetivo convencer o segmento a desistir das liminares obtidas na Justiça que desobrigam os donos de usinas a assumir a despesa bilionária decorrente do déficit de geração hídrica. O governo está preocupado com impacto financeiro da guerra judicial sobre o setor elétrico, que já tem afetado o segmento de distribuição. A reunião de ontem foi realizada no MME e conduzida pelo secretário -executivo da pasta, Luiz Eduardo Barata. Para saldar a despesa bilionária acumulada até agora, e a que viria até 2016, o governo propôs a extensão dos atuais contratos das usinas. Porém, ainda seria preciso que as geradoras aceitassem a segunda parte da proposta para finalmente pôr fim à guerra na Justiça e impedir que o problema voltasse a se repetir no futuro. Isso somente seria possível com a transferência do chamado risco hidrológico para o consumidor por meio de mecanismo semelhante ao do sistema de bandeiras tarifárias a partir de 2017. Em compensação, os consumidores contariam com a redução do atual patamar de custo da geração de energia até o fim dos contratos, em geral fixados em 30 anos. O presidente da ABRACEEL, Reginaldo Medeiros, informou que a expectativa das entidades é de realizar novos encontros técnicos e levar a proposta à aprovação da diretoria da Aneel na próxima semana. Tiago Correia, diretor do órgão regulador, disse que as geradoras estão satisfeitas com o que foi apresentado. Ele reconheceu, no entanto, que as entidades querem mais tempo para analisar os detalhes. (Valor Econômico – 04.08.2015)
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