Notícias do setor
05/08/2015
Plano da Eletrobras agrada mercado

O mercado deu um voto de confiança para o novo plano de negócios da Eletrobras, de 2015 a 2019, que prevê corte de 17,3% da previsão de investimentos para o período, em relação ao documento anterior, totalizando R$ 50,3 bi. As ações preferenciais do tipo "B" da elétrica encerraram o pregão de ontem da BM&FBovespa com alta de 3,62% (a maior alta do índice Ibovespa no dia), negociadas a R$ 8,85, e as ações ordinárias avançaram 1,2%, ao preço de R$ 5,86. Para especialistas do mercado, a redução da estimativa de investimentos já era esperada, como o próprio presidente da estatal, José da Costa Carvalho Neto, afirmou em julho. A redução foi motivada principalmente pelo novo cenário para financiamento de projetos do setor elétrico, com a diminuição da participação do BNDES em novos empreendimentos. Apesar do corte, analistas do setor ainda consideram complexa a engenharia financeira que a estatal terá de fazer para realizar os investimentos previstos. O principal obstáculo é o recente rebaixamento do nível de crédito da companhia, para "Ba2" (na faixa de grau especulativo), pela agência de classificação de risco Moody's. O entendimento no setor é de que, com menos apoio do BNDES, as empresas terão de recorrer naturalmente à emissão de debêntures de infraestrutura. E, como os indicadores da Eletrobras não são favoráveis, o spread cobrado pelas instituições financeiras será elevado. O fato é que a maior parte dos investimentos previstos são relativos a empreendimentos já contratados e que precisam ser construídos. (Valor Econômico – 04.08.2015) 

 

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