O câmbio desvalorizado ajudou a indústria e impediu, no segundo trimestre, uma queda mais expressiva da produção. A ajuda veio tanto por uma tímida recuperação da exportação de manufaturados, especialmente commodities industriais e outros bens de menor valor agregado, quanto pelo começo de substituição de importações em setores específicos. De acordo com o IBGE, a produção da indústria de transformação caiu 8% no primeiro trimestre em relação ao mesmo intervalo de 2014, ritmo que se aprofundou para uma retração de 8,7% no segundo trimestre. O volume exportado de manufaturados, contudo, aumentou 4,5% de abril a junho, um resultado muito diferente da queda de 3,9% registrada nos primeiros três meses. Na importação de matériasprimas, a queda foi de 6% entre janeiro e março e de 13,8% entre abril e junho, sempre em relação ao ano passado. Esse movimento, ainda que tímido, faz alguns analistas considerarem a possibilidade de a indústria ter chegado ao "fundo do poço". A produção pode ter chegado ao piso, mas o momento e a velocidade de saída desse patamar muito baixo de produção "é outra coisa", acrescenta Borges. Além do pequeno ganho na demanda externa líquida (exportação menos importação de todos os tipos de bens industriais), ele lista como sinais positivos o pequeno aumento da confiança, do indicador de produção prevista e de demanda externa na última sondagem industrial da FGV. (Valor Econômico – 05.08.2015)
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