O governo reduzirá o peso do BNDES no financiamento às novas megausinas hidrelétricas da região amazônica. Antes das restrições fiscais, o banco vinha bancando até 80% do investimento em projetos de grande porte, como Belo Monte e Jirau. A taxa adotada para os empréstimos era TJLP mais 0,5% ao ano, o que permitiu ao governo licitar os empreendimentos com tarifas sempre abaixo de R$ 100/MWh, porém, a era dos preços módicos acabou. O leilão das usinas de São Luiz do Tapajós e de Jatobá, no Pará, terá condições menos vantajosas. A participação do BNDES no financiamento será, no máximo, de 50%. O custo também vai aumentar. Nos projetos que vêm pela frente, a taxa usada será a TJLP - atualmente em 6,5% - e mais 1,2% ao ano, além do spread cobrado pelo risco de crédito. "Faz parte do ajuste", explicou o ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga. Um integrante da cúpula da Eletrobras deixou claro que, diante das novas condições macroeconômicas e de financiamento, os leilões das megausinas do Tapajós dificilmente vão ter uma tarifa--base inferior a R$ 120 ou R$ 130 por MWh. Essa mesma fonte lembra que a alta do dólar também torna mais caros equipamentos indispensáveis nas hidrelétricas, como turbinas fabricadas no exterior. As novas condições de financiamento seguem uma premissa já adotada no lançamento da segunda etapa do plano de concessões em infraestrutura logística, em junho, quando o governo já havia enxugado o papel do BNDES no financiamento de rodovias e aeroportos privatizados. (Valor Econômico – 12.08.2015)
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