A queda do comércio está mais acentuada e generalizada entre os segmentos do varejo, indicam os dados da PMC. Segundo o IBGE, no primeiro trimestre, o varejo restrito havia recuado 0,8%, na comparação com o mesmo período do ano passado; entre abril e junho o tombo foi maior: 3,5%, marcando o pior trimestre do comércio em 15 anos. O recuo nas vendas do varejo também reforçou a avaliação de que o segundo trimestre foi de forte contração da atividade. Para o Bradesco, a retração nas vendas no período foi um pouco mais forte do que a previsão. Na avaliação do banco, a perda dá maior peso à projeção de contração de 1,4% do PIB entre abril e junho, na comparação com os primeiros três meses do ano. "O movimento está em linha com a eliminação de postos de trabalho observada neste ano, a elevação da taxa de desemprego e a desaceleração dos rendimentos nominais dos trabalhadores", de acordo com análise do Bradesco. O banco acredita que esses fatores vão manter a atividade em baixa. Relatório do Banco Fator também destaca a percepção de significativa contração da atividade no segundo trimestre do ano. Na passagem de maio para junho, as vendas caíram 0,4%, a quinta perda consecutiva e a maior sequência de tombos da série histórica iniciada em 2000. O recorde é reflexo "de uma conjunção de fatores muito ruins", afirmou o economista da consultoria Tendências Rodrigo Baggi. "O brasileiro tem sido obrigado a adaptar o ritmo de consumo à piora dos fundamentos da economia", completou. (Valor Econômico – 13.08.2015)
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