O Indicador Antecedente Composto da Economia (Iace) para o Brasil, divulgado pela Ibre-FGV e pelo The Conference Board, caiu 0,8% em julho, ante junho, para 88,7 pontos. Foi a nona queda consecutiva do índice, que antecipa a tendência da economia. Para o economista da FGV-Ibre, Paulo Picchetti, o Iace mostra que a recessão identificada no início do segundo trimestre de 2014 ainda não tem fim à vista. "O fim da recessão atual é improvável nos próximos meses." O indicador coincidente subiu 0,4% em julho, para 103,2 pontos, mas, segundo Pichetti, a variação positiva é claramente insuficiente para repor as quedas desde o início da recessão, colocando-o ainda abaixo do pico do primeiro trimestre de 2014. O economista afirma que o cenário delineado por ambos os índices é coerente com as previsões dos agentes que indicam quedas adicionais no nível de atividade nos próximos trimestres, como consequência do ajuste atual da economia. (Valor econômico – 19.08.2015)
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