Para o presidente e diretor administrativo da Cteep Reynaldo Passanezi, o processo de transferência de DITs da Aneel não pode prosperar. Ele defendeu que uma mudança dessa magnitude precisa ser estudada com cautela. O principal questionamento da Cteep é em relação à metodologia para indenização dos ativos, que utiliza o banco de preços da agência, considerado desatualizado pelos agentes. A companhia estima ter um valor a receber da ordem de R$ 1,4 bi, enquanto a Aneel calcula R$ 357 mi. Já a preocupação das estatais é com a permanência do custo de pessoal, uma vez que por serem empresas públicas não poderão demitir funcionários para adequar seus quadros ao menor número de ativos. "A redução de receita não resulta em redução de despesas", alertou o representante da Eletrosul, informando que a empresa projeta uma redução das receitas da ordem de 11%. A preocupação do ONS, por outro lado, está relacionada ao impacto nos processos operativos de rede. O representante do ONS Marcos de Almeida chamou a atenção para a inexperiência das distribuidoras em manobrar as DITs em situações críticas. "As equipes têm que ter habilitação para participar dos processos de intervenção conduzidos pelo ONS", disse. Além disso, algumas manobras feitas pelas distribuidoras nas DITs poderão influenciar a rede básica, afetando a confiabilidade da operação. (Agência CanalEnergia - 24.08.2015)
Localização
(51) 3012-4169
aeceee@aeceee.org.br