Enquanto os mercados globais degringolavam no rastro da "segunda-feira negra" na China, o governo chinês sinalizou ontem ao governo brasileiro que seu Eximbank abrirá linha de crédito de US$ 10 bilhões com vistas a licitações no Brasil e na América Latina. O Valor apurou que esse financiamento será para compra de produtos e serviços por companhias chinesas que ganharem licitações na América Latina. Considera-se que Pequim privilegiará o Brasil, até pelo tamanho dos negócios que poderão ser fechados no maior mercado da região. O sentimento dado por Pequim a autoridades em Brasília é de "business as usual" (os negócios continuam como de costume), indiferente aos sinais de pânico nos mercados sobre a situação da economia chinesa. Há algumas semanas, quando os primeiros abalos mergulharam as bolsas chinesas no vermelho, autoridades brasileiras informalmente manifestaram preocupação sobre o que podia acontecer com projetos de investimentos de USS 53 bilhões prometidos pela China. O temor era de que as turbulências poderiam levar Pequim a calibrar seu foco de curto e médio prazo nos investimentos no exterior. Pelo menos no momento, uma alta autoridade brasileira avaliou hoje que a turbulência atual parece estar na verdade sendo motivo para avançar na direção de investimentos que aumentem a capacidade produtiva. Pequim tem interesse em investir em energia e mineração, por exemplo. (Valor Econômico – 25.08.2015)
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