Sem entrar no mérito da discussão, o superintendente de Regulação de Mercado da Aneel, Ricardo Takemitsu, disse que a possibilidade de escolha de quem fornece sua energia pode reduzir certos riscos de um lado e trazer outros riscos que hoje o consumidor cativo não tem. Solange Davi, conselheira da CCEE afirmou, porém, que a Camara acredita na possibilidade de livre escolha, mas não tem resposta quanto ao tempo necessário para que esse modelo seja estruturado. Solange lembrou que existem 187 mil consumidores cativos do grupo A (alta tensão) passíveis de migração para o mercado livre. No grupo B (baixa tensão), são mais de 76 milhões. “Temos que pensar na migração desse grande número de consumidores e numa tecnologia que suporte isso, e, talvez, o smart grid resolva”, afirmou a conselheira. A opção, segundo ela, que permitiria maior rapidez à portabilidade seria o comercializador varejista. Mariana Amin, assessora jurídica da Anace, disse que não já mais espaço para que o segmento de consumo absorva os aumentos de energia no país, porque isso mata a competitividade e a industria. Defensor da portabilidade, o presidente da ABRACEEL, Reginaldo Medeiros, lembrou que dois em cada três brasileiros são favoráveis à livre escolha, segundo pesquisa realizada no ano passado pelo Ibope, por encomenda da entidade. Ele afirmou que o preço médio da energia nos próximos quatro anos no ambiente de livre comercialização ficará em R$ 170,73/MWh, 40% mais barato que o preço médio da energia das dez maiores distribuidoras, que é de R$ 282,55/MWh. O presidente da Abradee, Nelson Leite, destacou que modelo atual do setor elétrico está calcado na oferta de energia e, por essa lógica, o mercado cativo é que garante a expansão do sistema. Para Leite, o “ponto de atenção é criar mecanismos para que o mercado livre possa garantir essa expansão. O dirigente da Abradee destacou que o consumidor migra para o ambiente livre, mas continua ligado à rede da distribuidora, porque há uma racionalidade economica em ter um monopólio da malha distribuição em cada área de concessão. (Agência CanalEnergia - 04.09.2015)
Localização
(51) 3012-4169
aeceee@aeceee.org.br