Apesar de enfrentarem uma queda de rentabilidade nos últimos anos, as empresas brasileiras de energia elétrica têm um bom desempenho quando comparadas a seus pares estrangeiros. As elétricas nacionais respondem pela maior parte de um seleto grupo de 20% de empresas que tiveram retorno sobre capital investido e crescimento da receita duas vezes superior à média mundial de 2011 e 2014, mostra um estudo elaborado pela consultoria Roland Berger e obtido com exclusividade pelo Valor. Das 24 empresas que compõem esse grupo, 12 são brasileiras: Equatorial, Energisa, Neoenergia, Celesc, CPFL, EDP Brasil, Light, Duke Paranapanema, Cemig, Endesa Brasil, Elektro e Tractebel. Essas elétricas estão ao lado de gigantes mundiais, como a alemã E.On, a italiana Enen Green Power e a China Three Gorges. Para Antônio Bernardo, presidente da Roland Berger Brasil, as taxas de juros elevadas do país favorecem esse perfil, na medida em que eleva os retornos exigidos por quem investe e, consequentemente, o valor da tarifa de energia ao consumidor. (Valor Econômico – 08.09.2015)
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